segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Algumas verdades sobre 50 tons de cinza.



Tomada pelo espirito de 50 Tons de Cinza fui inspirada pelo assunto, a escrever o texto de hoje, já que o tão esperado filme, sera lançado essa semana. Agora para vocês que ainda está meio perdido e não sabe o que pensar sobre a história toda, separei umas verdades que você precisa saber. (Urgente)



O livro não é tão bom quanto parece.

E não estou falando da história. Com diálogos empobrecidos e descrições cafonas, passa longe de ser o ápice da literatura mundial e deixa a desejar perto dos bons romances eróticos, já conhecidos. Quase não há trabalho de linguagem e pior, nem chega a criar um estilo próprio que defina o livro. O erotismo peca por se sustentar apenas na descrição do sexo, quando poderia criar um clima envolvente durante o livro inteiro. Além disso, a tradução não ajuda e acaba deixando a desejar (o romance já foi classificado como “pornô para titias”).



É apenas, uma ficção.

Não é com vampiros, ou com pessoas com super  poderes, mas também não passa de uma ficção. A diferença é que os vampiros deixam mais clara essa linha entre a realidade e a fantasia (e, mesmo assim, presenciamos a loucura que foi vampiros e lobos). Em 50 Tons de cinza, apesar de algumas situações serem claramente absurdas para nossas realidades, parece que o fato de serem “pessoas normais (como nós)” deixa a linha da realidade um pouco mais tênue.



Ele reforça a ideia de que mulheres são interesseiras.

E isso deixou as feministas enlouquecidas, vocês podem imaginar. O que dá a entender é que a Anastasia “aceitou” tudo porque Grey era poderosíssimo, bonito, dava presentes incríveis e satisfazia todos os seus desejos. A filosofia com ênfase em questões feministas. Vamos relembrar aqui que é apenas uma ficção e que tudo isso pode fazer parte da “magia e fantasia” do contexto. a maioria dos romances eróticos femininos sempre tem essa figura do "homem poderoso" e esse poder tem que se manifestar de alguma forma, certo? E nesse caso é financeiro porque é a base, para a construção do personagem.




As mulheres provavelmente vão querer um Grey em casa.

É bem possível que desperte em algumas leitoras o interesse de experimentar algo novo, uma ou outra cena do livro, assim como outras podem se satisfazer apenas com a fantasia. mas há também um ingrediente durante todo o livro, que trata se, dessa atração das mulheres pelo "masoquismo feminino", cuja ideia central gira em torno daquilo que ele aponta com uma espécie de relação íntima entre sexualidade e uma dose de dor no desenvolvimento vamos ser mais claros "prazer na dor".


E por ultimo mais não menos importante a verdade que mais dói.





Ninguém nunca será o Christian Grey (só nos sonhos).


Ele é um jovem bem sucedido, bilionário, intimidador, um líder nato, fiel, pilota o próprio avião (próprio) , sabe consertar ar condicionado,  é o cavalheirismo em pessoa e ainda é bom de cama (Anastasia tem 20 orgasmos em pouco mais de 400 paginas). Quer mais o que? Não tem como pedir mais, que isso. Mas você pode tentar, por que não? afinal a esperança é a ultima que morre!