Tomada pelo espirito de 50 Tons de Cinza fui inspirada pelo
assunto, a escrever o texto de hoje, já que o tão esperado filme, sera lançado
essa semana. Agora para vocês que ainda está meio perdido e não sabe o que
pensar sobre a história toda, separei umas verdades que você precisa saber.
(Urgente)
O livro não é tão bom quanto parece.
E não estou falando da história. Com diálogos empobrecidos e
descrições cafonas, passa longe de ser o ápice da literatura mundial e deixa a
desejar perto dos bons romances eróticos, já conhecidos. Quase não há trabalho
de linguagem e pior, nem chega a criar um estilo próprio que defina o livro. O
erotismo peca por se sustentar apenas na descrição do sexo, quando poderia
criar um clima envolvente durante o livro inteiro. Além disso, a tradução não
ajuda e acaba deixando a desejar (o romance já foi classificado como “pornô
para titias”).
É apenas, uma ficção.
Não é com vampiros, ou com pessoas com super poderes, mas também não passa de uma ficção. A
diferença é que os vampiros deixam mais clara essa linha entre a realidade e a
fantasia (e, mesmo assim, presenciamos a loucura que foi vampiros e lobos). Em
50 Tons de cinza, apesar de algumas situações serem claramente absurdas para nossas
realidades, parece que o fato de serem “pessoas normais (como nós)” deixa a
linha da realidade um pouco mais tênue.
Ele reforça a ideia de que mulheres são interesseiras.
E isso deixou as feministas enlouquecidas, vocês podem
imaginar. O que dá a entender é que a Anastasia “aceitou” tudo porque Grey era
poderosíssimo, bonito, dava presentes incríveis e satisfazia todos os seus
desejos. A filosofia com ênfase em questões feministas. Vamos relembrar aqui
que é apenas uma ficção e que tudo isso pode fazer parte da “magia e fantasia”
do contexto. a maioria dos romances eróticos femininos sempre tem essa figura
do "homem poderoso" e esse poder tem que se manifestar de alguma
forma, certo? E nesse caso é financeiro porque é a base, para a construção do
personagem.
As mulheres provavelmente vão querer um Grey em casa.
É bem possível que desperte em algumas leitoras o interesse
de experimentar algo novo, uma ou outra cena do livro, assim como outras podem
se satisfazer apenas com a fantasia. mas há também um ingrediente durante todo
o livro, que trata se, dessa atração das mulheres pelo "masoquismo
feminino", cuja ideia central gira em torno daquilo que ele aponta com uma
espécie de relação íntima entre sexualidade e uma dose de dor no
desenvolvimento vamos ser mais claros "prazer na dor".
E por ultimo mais não menos importante a verdade que mais
dói.
Ninguém nunca será o Christian Grey (só nos sonhos).
Ele é um jovem bem sucedido, bilionário, intimidador, um
líder nato, fiel, pilota o próprio avião (próprio) , sabe consertar ar
condicionado, é o cavalheirismo em
pessoa e ainda é bom de cama (Anastasia tem 20 orgasmos em pouco mais de 400 paginas). Quer mais o que? Não tem como pedir mais, que isso. Mas você pode
tentar, por que não? afinal a esperança é a ultima que morre!





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