segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Mulheres e futebol


Sim, nós gostamos de futebol (uma boa maioria). E com certeza que entendemos sobre o assunto. Escalação do time, nome do técnico, do massagista, e até do diretor do clube. 

Nós sabemos tanto que até a escalação do seu time a gente conhece, claro se for um dos grandes (não vai querer que eu saiba a escalação do Chapecoense, seria pedir demais). 

É rapaziada a mulherada representa uma boa parte das arquibancadas, e em números isso ficaria mais ou menos assim 72% das mulheres elegeu o futebol como primeira paixão, derrubando assim o clichê machista de que futebol não é para mulheres.

“Futebol é coisa de homem”

Os homens são mesmo loucos por futebol. E quem pode dizer melhor isso para nós, são os números: 82% dos homens brasileiros citaram o esporte como a primeira paixão ou melhor a "paixão nacional". Acho que não  é nenhuma surpresa, certo? Pois bem, pessoal. Mas agora a realidade é que elas estão cada vez mais se interessando e assumindo o gosto por esportes, outra pesquisa feita também segundo o Ibope diz que 47% dos fãs de MMA são mulheres. Disso eu tenho certeza que vocês não esperavam. Hahah

“Mulher não sabem nada sobre futebol”

É uma frase famosíssima, dita pela boca de muitos por ai, e culturalmente propagada ainda mais por pais, mães, avós, homens e mulheres machistas. A própria cultura do país costuma considerar as mulheres como parte desse meio com papéis de meras torcedoras sem nenhuma noção futebolística.

Esse tipo de preconceito é conhecido, como a masculinização das mulheres que entendem de futebol e a ideia de que mulheres bonitas não entendem nada ou não podem ser levadas a sério. O que não passa de uma besteira sem limites, visto que podemos citar diversos nomes conhecidos de mulheres que entendem muito mais de esporte que os homens. Um exemplo muito conhecido é a Michelle Giannella (do Mesa Redonda, na TV Gazeta, o mais antigo programa do gênero), e ela não é a única temos muitos outros exemplos.

“Lugar de mulher é na cozinha”

Continuando com o nosso vocabulário culturalmente utilizados pela sociedade  a frase é uma das mais clássicas e a meu ver também uma das mais machistas. Por incrível que pareça ela é muito dita dentro de estádios, e não tenho duvidas que muitas mulheres não apenas eu já a ouviu durante uma partida. E a verdade é que muitas vezes as mulheres evitam frequentar os estádios por que ainda consideram um lugar perigoso, o que também não deixa de ser verdade "em partes".

Parto do princípio que os estádio de futebol ainda não é como cinema ou parque, e é preciso se adaptar a certas especificidades. Afinal, eles chegaram primeiro que nós e temos que ir conquistando aos poucos.